Argentina 3 – 2 Egito | Análise

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Neste Argentina vs Egito analiso os principais momentos táticos, desempenhos individuais e pontos de viragem da partida.

O jogo começou com uma sensação estranha. A Argentina era favorita, claro, mas vinha de uma exibição pouco convincente, e havia ali um ambiente de desconfiança. Do outro lado, o Egito entrou sem medo, agressivo, direto, a tentar aproveitar cada espaço.

E foi precisamente assim que chegou o primeiro momento decisivo. Aos 14’, cruzamento de Ateya pela direita e Ibrahim aparece a ganhar no ar dentro da área. Cabeceia com força, colocado, sem hipótese para Dibu Martínez. Um golo que nasce de atitude e de uma defesa argentina demasiado passiva.

A reação argentina até surgiu, mas sempre com aquela dependência clara de momentos individuais. Pouca fluidez, pouca criatividade coletiva. Ainda assim, teve uma grande oportunidade para empatar.

Aos 21’, Messi assume um pénalti importante, mas Shobeir adivinha o lado e defende. Um momento pesado, não só pelo lance em si, mas pelo impacto emocional.

A Argentina criou perigo após a pausa para hidratação, mas via-se que era muito dependente do Messi

Na segunda parte, um contra-ataque conduzido por Haissem Hassan, que passa por vários adversários e deixa Ziko na cara do golo. A bola entra, mas o lance é anulado. Um daqueles momentos que deixam dúvidas e mexem com o jogo. Continua 0-1.

Mesmo assim, o Egito não se deixou abalar. Continuou organizado, confortável no seu plano.

E aos 67’, chega o segundo. Salah conduz o contra-ataque, solta no momento certo para Hassan, que volta a desequilibrar pela esquerda. Vai até à linha e mete na área, onde Ziko aparece para finalizar. Um golo muito bem construído, rápido, direto e eficaz.

Nesse momento, o jogo parecia fechado. A Argentina estava perdida, sem soluções claras, dependente de um lance isolado. E esse lance apareceu.

Aos 79’, Messi levanta um cruzamento para a área e Romero surge completamente sozinho. Cabeceia e, apesar do toque de Shobeir, a bola entra. Um golo que nasce mais de desorganização defensiva do que de construção. E de repente, tudo muda.

Aos 83’, mais um lance com Messi envolvido. A jogada vai e volta, a bola volta para ele à entrada da área e o remate sai forte, bate no travessão e entra. Um golo com aquele toque de inevitabilidade, de quem insiste até conseguir. 2-2

O Egito, que parecia tão confortável, começa a sentir o jogo fugir. Já não consegue sair, já não consegue respirar. E no momento final, a reviravolta completa-se.

Aos 90+3’, Enzo Fernández faz o 3-2 e estava feito a reviravolta de uma seleção dependente do Messi, odiada pelo mundo, mas que continua a passar de fases neste Mundial. No espaço de poucos minutos, tudo aquilo que parecia controlado desapareceu. E é isso que o futebol faz.

Pós-jogo

A Argentina sobreviveu mais uma vez no limite. Voltou a depender de momentos individuais, voltou a tremer, mas encontrou forma de dar a volta.
Já o Egito fez um jogo muito inteligente durante grande parte do tempo, mas não conseguiu segurar quando o jogo ficou emocional.

Estatísticas no final do jogo

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