Brasil 2 – 1 Japão | Análise

English English · 2 min de leitura

Neste Brasil vs Japão analiso os principais momentos táticos, desempenhos individuais e pontos de viragem da partida.

Jogo de mata-mata entre duas ideias bem diferentes: o talento individual do Brasil contra a organização coletiva do Japão. E durante muito tempo, o jogo foi exatamente isso. Um Brasil com bola, mas sem conseguir transformar isso em perigo real, e um Japão confortável sem bola, à espera do momento certo.

O início até mostrou um Brasil pressionante, a tentar recuperar rápido após perder a bola, mas rapidamente o ritmo caiu para algo mais previsível. Posse longa, circulação, mas pouca agressividade. Faltava alguém romper, alguém acelerar.

O Japão, por outro lado, não se importava nada com isso. Linhas baixas, muitos jogadores atrás da bola, e uma disciplina tática muito forte. Não brilhava, mas também não deixava jogar.

E quando teve a oportunidade, aproveitou. Aos 29’, erro na construção brasileira, Danilo perde a bola, e o Japão sai rápido pelo centro. Sano conduz com espaço, Casemiro até tenta aproximar-se, mas condicionado pelo amarelo não arrisca o contacto. Sano olha, prepara e remata de fora da área com qualidade, bola colocada no canto. Um golo limpo, simples e muito bem executado.

E o impacto foi claro. O Brasil continuou com bola, mas ainda mais preso. Havia até alguma confusão entre os próprios jogadores, movimentos desencontrados, falta de fluidez. Já o Japão cresceu na confiança, passou a ter mais controlo emocional do jogo, mesmo sem atacar muito.

A segunda parte muda com uma decisão importante: entrada de Endrick. E com isso, o Brasil ganha presença na área e outra agressividade. Cunha baixa no terreno, há mais gente a aparecer em zonas de finalização, e o jogo começa a inclinar.

Logo nos primeiros minutos, sente-se isso. Cruzamentos mais perigosos, mais pressão, mais insistência. O Japão começa a baixar ainda mais, já numa lógica de sobrevivência.

E o empate chega aos 56’. Cruzamento para o segundo poste, a bola passa por toda a gente e Casemiro aparece nas costas da defesa. Sem complicar, encosta para dentro. Um lance simples, mas construído na insistência.

A partir daí, o jogo passa a ter um só sentido. O Brasil cresce, o Japão resiste. Vini Jr começa a aparecer mais, a criar desequilíbrios, e num desses lances quase faz um golo incrível, com remate que passa pelo guarda-redes Suzuki e ainda bate no poste.

O Japão praticamente deixa de sair. É só defender, fechar espaços, ganhar tempo. E durante algum tempo, parece que vai resultar. Porque o Brasil tem bola, remata, tenta, mas nem sempre com a melhor decisão.

Só que há um momento em que isso quebra. Já nos descontos, aos 90+6’, recuperação alta do Brasil, a bola sobra para Martinelli à entrada da área. Ele recebe, enquadra rápido e remata cruzado para o poste mais afastado. Sem hipótese para Suzuki. Um golo que mistura erro do Japão e qualidade na decisão.

E aí acaba. O Japão ainda tenta reagir, mais com vontade do que com organização, mas já não há tempo.

Pós-jogo

Vitória sofrida, mas justa do Brasil. Demorou a perceber o jogo, teve dificuldades contra a organização do Japão, mas quando aumentou a intensidade, acabou por fazer a diferença.
Já o Japão sai com a sensação de que esteve muito perto. Defendeu bem, foi disciplinado, mas faltou alguma capacidade para segurar o resultado até ao fim.

Estatísticas no final do jogo

Leave a Comment

Your email address will not be published. Required fields are marked *

Scroll to Top