Brasil 1 – 2 Noruega | Análise

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Neste Brasil vs Noruega analiso os principais momentos táticos, desempenhos individuais e pontos de viragem da partida.

Era um jogo que prometia equilíbrio dentro do desequilíbrio. O Brasil com mais talento coletivo, mais soluções, mas a Noruega com uma arma muito clara: Haaland e o espaço. E durante muito tempo, o jogo andou exatamente nessa linha de tensão.

Brasil foi tendo menos posse de bola, mais direto, a aproveitar erros e a criar situações de perigo. Logo cedo, um lance de VAR dá pénalti após falta sobre Matheus Cunha. Era o momento perfeito para assumir o controlo, mas aos 14’, Bruno Guimarães permite a defesa de Nyland. E aqui começa a desenhar-se uma história.

A Noruega tinha mais bola, algo que não era necessariamente esperado, e o Brasil aceita esse cenário. Fica mais baixo, mais reativo, à espera do erro para sair rápido. E até resulta em alguns momentos.

Martinelli aparece bem pela esquerda, Vini Jr vai criando desequilíbrios, mas Nyland está sempre presente. Vai segurando tudo, com intervenções seguras e algumas de grande nível. E isso mantém o jogo aberto.

Do outro lado, Haaland vai sendo mais controlado do que protagonista. Não tem muito espaço, não recebe em boas condições, mas está sempre ali, sempre a incomodar. Basta um momento.

Ainda antes do intervalo, há um aviso sério. Bola longa, Haaland ganha no físico e solta para Odegaard, que aparece na área e obriga Alisson a uma boa defesa. Um lance que mostra exatamente o perigo.

Na segunda parte, a Noruega entra mais confortável. Continua com bola, mais organizada, enquanto o Brasil vai tentando encontrar soluções. Mas começa a faltar critério. Endrick ainda tem uma oportunidade clara pouco depois de entrar, isolado, mas decide mal e falha o alvo.

E o jogo vai caminhando para aquele ponto em que parece que só um detalhe vai decidir. E quando tens um jogador como Haaland, esse detalhe pode surgir a qualquer momento.

Aos 80’, cruzamento para a área e Haaland faz o que sabe melhor. Ganha no corpo a Gabriel, sobe mais alto e cabeceia com força para o fundo da baliza. Um golo simples na ideia, mas quase impossível de parar quando ele ataca assim a bola.

O Brasil sente o golpe, tenta reagir, começa a expor-se ainda mais. E isso acaba por ser fatal.

Aos 90’, Haaland recebe fora da área, com espaço que não devia ter. Levanta a cabeça e remata colocado, ao canto. Um remate seco, sem hipótese para Alisson. E a forma quase fria como resolve diz muito sobre o momento.

O jogo parecia fechado, mas ainda houve tempo para mais um episódio. Já nos descontos, pénalti para o Brasil e Neymar, no seu último jogo, assume. Aos 90+9’, bate com calma e reduz. Um golo mais emocional do que propriamente decisivo. 1-2

Pós-jogo

A Noruega fez exatamente o jogo que queria e foi extremamente eficaz. Haaland decidiu como os grandes jogadores fazem.
Já o Brasil fica marcado pela falta de eficácia e por nunca ter conseguido impor o seu jogo. E há ainda o peso simbólico do último jogo de Neymar, que fecha aqui um ciclo.

Estatísticas no final do jogo

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