Neste Como vs Inter analiso os principais momentos táticos, desempenhos individuais e pontos de viragem da partida.
Em Itália, o Como 1907 e a Inter de Milão deram um daqueles jogos que começam adormecidos e acabam completamente caóticos.
Durante mais de meia hora, pouco ou nada acontecia. Ritmo baixo, poucas ideias, quase zero perigo. Um jogo estranho, até aborrecido e muito longe da expectativa. A Inter não criava, o Como tinha mais iniciativa, mas sem grande profundidade. Era tudo muito controlado, até deixar de ser.
Aos 36’, o jogo finalmente acorda. Nico Paz recebe, conduz para dentro da área com qualidade, remata e obriga Sommer a defender. Na recarga, Álex Valle aparece e remata, a bola ainda bate no poste antes de entrar. Um golo com insistência e com presença na área. 1-0, justo pelo que o Como já vinha mostrando.
Pouco depois, mais um golpe. Aos 45’, saída longa do guarda-redes, bola nas costas da defesa e Nico Paz volta a aparecer. Domina com espaço, conduz e finaliza com calma, colocado ao poste mais afastado. Um golo limpo, de quem sabe o que está a fazer e o 2-0.
Mas o futebol tem destas coisas. Aos 45+1’, praticamente na resposta, cruzamento de Barella e Thuram antecipa-se na técnica, mete a perna à frente do defesa e reduz. Um golo quase caído do nada, mas fundamental. 2-1.
Aos 49’, empate. Bola longa, defesa hesita, Thuram aproveita, ganha o lance e manda por cima do guarda-redes qualidade. Frieza total e em poucos minutos, a Inter apaga tudo o que tinha feito de mal na primeira parte.
E não para por aí. Aos 58’, livre, bola levantada ao segundo poste e Dumfries aparece completamente solto para cabecear. Simples, eficaz. 2-3. Reviravolta completa.
Aqui vai opinião direta: o Como não merecia estar a perder. Jogou mais, criou mais, foi mais equipa. Mas o futebol não vive de justiça, vive de eficácia. E a Inter foi clínica.
E ainda houve mais. Aos 72’, nova bola parada, confusão na área e Dumfries volta a aparecer. Desta vez, reage rápido, remata com qualidade e faz o quarto. 2-4. É quase absurdo olhar para o jogo e ver este resultado.
O Como não desiste. Continua a empurrar, continua a acreditar. E aos 88’, reduz de penálti. Lucas da Cunha assume, remata forte, Sommer ainda toca, mas não evita. 3-4.
E o final é de loucos. Bola na área, remates, ressaltos e uma última oportunidade que bate no travessão. O empate esteve ali, mas não entrou.
E no fim, fica uma sensação clara: o Como fez muito para ganhar, mas a Inter fez o que realmente importa.
Pós-jogo
Vitória inacreditável da Inter, construída com uma eficácia brutal. O Como sai derrotado, mas com uma exibição que merecia outro resultado.

