Coritiba 1 – 3 Palmeiras | Análise

English English · 2 min de leitura

Neste Coritiba vs Palmeiras analiso os principais momentos táticos, desempenhos individuais e pontos de viragem da partida.

Havia algum respeito pelo momento do Coritiba, mas rapidamente se percebeu que este era daqueles jogos em que o líder impõe a sua lógica. O Palmeiras não precisou de ser brilhante, bastou ser eficaz e saber exatamente quando acelerar.

O início até teve algum equilíbrio, com o Coritiba a tentar fechar espaços e a não se expor demasiado. Mas isso durou pouco. O Palmeiras começou a encontrar soluções por dentro, a ligar melhor o jogo e a aproximar-se da área com critério.

Aos 8’, o primeiro sinal claro transforma-se logo em golo. Jogada paciente, muita gente envolvida, Sosa recebe entre linhas, protege bem a bola e solta no momento certo para Maurício. O remate sai limpo, colocado, e entra sem hipótese. Um golo que nasce da circulação e da inteligência no espaço curto. 0-1.

O Coritiba tentou responder, teve até um livre perigoso com Josué que obrigou Carlos Miguel a uma boa defesa, mas havia uma diferença clara na forma como as equipas chegavam à área. O Palmeiras parecia sempre mais confortável.

E isso voltou a notar-se aos 19’. Perda de bola do Coritiba em zona ofensiva, transição rápida, Sosa conduz pelo lado direito, a jogada parece perdida quando o remate é bloqueado, mas a bola sobra para Maurício. Já em movimento, ataca o espaço e finaliza com frieza. 0-2. Simples, direto e muito eficaz.

O jogo ficou praticamente decidido aí. O Palmeiras controlava os ritmos, alternava entre posse e ataques rápidos, e dava a sensação de que podia marcar sempre que quisesse. Ainda assim, não foi um domínio sufocante. O Coritiba teve momentos, aproximou-se, obrigou Carlos Miguel a intervir mais uma vez e até ameaçou em bolas paradas.

Mas faltava sempre qualquer coisa no último terço. Ou decisão, ou qualidade, ou simplesmente capacidade para bater uma defesa que raramente se desorganizou.

Na segunda parte, o cenário mudou ligeiramente, mas só na forma. O Coritiba teve mais bola, tentou subir linhas, encheu a área com cruzamentos, mas sem grande critério. Era mais volume do que perigo.

O Palmeiras, confortável com o resultado, baixou o ritmo e esperou. E quando esperas bem, acabas por encontrar espaço.

Aos 67’, mais um momento de qualidade individual. Bola rodada da direita para a esquerda, Sosa recebe fora da área, levanta a cabeça e percebe que ninguém sai à pressão. Puxa para dentro e remata rasteiro, colocado, junto ao poste mais afastado. Um golo limpo, daqueles que matam qualquer reação. 0-3.

E no lance praticamente a seguir, o Coritiba ainda conseguiu reduzir. Aos 68’, bola metida na área, alguma confusão, e Paulo Roberto aparece para finalizar de perto. Um golo que nasce mais da insistência do que de uma grande jogada. 1-3.

Mas nunca houve verdadeira sensação de reviravolta. O Palmeiras controlou até ao fim, sem pressa, sem riscos, como quem sabe exatamente o que está a fazer.

Pós-jogo

Vitória segura do Palmeiras, mais uma. Não encanta, não domina sempre, mas é extremamente competente. Sosa esteve diretamente envolvido em tudo o que aconteceu de relevante no ataque, e Maurício resolveu cedo.
O Coritiba até tentou, teve atitude, mas faltou qualidade para incomodar verdadeiramente.

Estatísticas no final do jogo

Leave a Comment

Your email address will not be published. Required fields are marked *

Scroll to Top