Dortmund 3 – 2 Werder Bremen | Análise

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Neste Dortmund vs Werder Bremen analiso os principais momentos táticos, desempenhos individuais e pontos de viragem da partida.

O Dortmund chegava à terceira ronda da DFB-Pokal como claro favorito, com Niko Kovač a estabilizar a equipa e a devolver-lhe competitividade. Ainda assim, o Werder Bremen atravessava um início de temporada histórico sob Daniel Thioune. Havia motivos para respeitar o adversário, mas, em casa, o Dortmund tinha a obrigação de seguir em frente.

O encontro começou com alguns minutos de atraso devido ao fumo das bancadas, que chegou a impedir completamente a visibilidade. Quando finalmente se jogou, o Dortmund precisou de apenas seis minutos para marcar. Num contra-ataque, Bellingham lançou Beier pela esquerda, que cruzou rasteiro para Ryerson. O lateral desviou ligeiramente e Guirassy, bem colocado, finalizou de perto. Primeiro remate do Dortmund, primeiro golo.

A equipa de Kovač estava fluida, pressionava bem e não deixava o Bremen respirar. Aos 17 minutos, chegou o segundo. Veerman cruzou para a infiltração de Jobe Bellingham, que ganhou pelo ar. A bola sobrou na área para Chukwuemeka, cujo remate rasteiro foi defendido por Karl Hein, mas não o suficiente para impedir o golo. O guarda-redes podia claramente ter feito melhor. O Dortmund parecia encaminhar-se para uma noite tranquila.

O Bremen só começou a criar perigo a partir da meia hora. Grüll apareceu pela esquerda e rematou perto da baliza, num dos primeiros sinais de vida dos visitantes. Apesar de alguns minutos com mais posse, continuava a sentir enormes dificuldades para progredir. O Dortmund fechava os espaços e obrigava frequentemente o adversário a recuar até Hein. Ao intervalo, a vantagem de dois golos era justa, sobretudo pela pressão e pela capacidade de jogar no meio-campo ofensivo.

Na segunda parte, porém, o cenário mudou. O Bremen entrou mais agressivo e começou a encontrar espaços. Kobel teve de intervir perante um cabeceamento de Itten, enquanto Nmecha respondeu pelo Dortmund com um remate perigoso. Chukwuemeka ainda desperdiçou uma excelente oportunidade para fazer o terceiro, ao controlar mal a bola dentro da área.

Aos 59 minutos, Thioune arriscou com quatro substituições, incluindo o regresso de Niclas Füllkrug ao Signal Iduna Park, agora como adversário. A aposta não podia ter resultado melhor. Aos 64 minutos, Ryerson puxou claramente o braço de Schmetgens na área e o árbitro assinalou penálti. Füllkrug converteu com frieza, enganando Kobel.

Três minutos depois, o avançado voltou a marcar. Com uma cueca fantástica sobre Anton, ganhou espaço, conduziu até à área e rematou para o canto da baliza. Dois golos em poucos minutos contra o seu antigo clube. O Bremen estava de volta e o Dortmund parecia completamente perdido. A equipa que tinha dominado na primeira parte desapareceu, sem conseguir sequer enquadrar um remate durante a segunda metade.

O Bremen chegou a ameaçar a reviravolta, enquanto o Dortmund só voltou a empurrar o adversário para trás nos minutos finais. Quando o prolongamento parecia inevitável, Nmecha conquistou um livre perigoso já nos descontos. Sabitzer assumiu a cobrança e marcou um golaço, surpreendendo Hein, que pareceu esperar um cruzamento.

Que maneira de evitar o prolongamento! O Dortmund venceu, mas deixou um aviso sério: depois de uma primeira parte muito competente, quase deitou tudo a perder.

Pós-jogo

Füllkrug mudou o jogo sozinho durante vários minutos, mas Sabitzer acabou por salvar a noite com um momento de enorme qualidade.

Estatísticas no final do jogo

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