· 2 min de leituraNeste Forest vs Arsenal analiso os principais momentos táticos, desempenhos individuais e pontos de viragem da partida.
Há jogos em que o mais importante é ganhar. E depois há jogos em que, além de ganhar, é preciso perceber porque é que uma equipa como o Arsenal consegue tornar uma partida tão difícil de ver. Na sétima jornada, os londrinos visitavam um Nottingham Forest em crise, com apenas uma vitória em seis jogos e duas derrotas consecutivas. Com o Manchester City na liderança, perder mais pontos tão cedo não era uma opção. Ninguém pedia um espetáculo. Pedia-se uma vitória.
O Arsenal teve a bola desde o início, mas isso pouco significou. O Forest organizou-se num 5-4-1, compacto, embora sem baixar demasiado as linhas, e conseguiu fechar os espaços centrais. Aos 16 minutos, Saka ganhou uma falta a Neco Williams, que recebe amarelo, mas nem essa vantagem pareceu suficiente para desbloquear o encontro.
A primeira ameaça séria surgiu do lado contrário. Aos 18 minutos, um erro de Calafiori permitiu a Ndoye rematar, obrigando Raya a desviar a bola para canto. O Arsenal continuava instalado no meio-campo adversário, mas faltavam ideias para transformar a posse em oportunidades. Tentava sobretudo pela direita, com Eze e Calafiori, enquanto o outro corredor quase não entrava na equação.
Aos 26 minutos, um canto criou alguma confusão na área do Forest. Calafiori cabeceou para trás e Gabriel tentou finalizar de calcanhar, de costas para a baliza, mas acabou por acertar no próprio colega Konsa, que pouco podia fazer para evitar o bloqueio. Foi talvez o momento mais caricato de uma primeira parte muito pobre.
E não é exagero. Ao intervalo, nenhuma equipa tinha conseguido acertar na baliza. O Forest somava cinco remates, o Arsenal apenas três, e a maioria das ameaças surgia de bolas paradas ou erros individuais. Os números da posse, 74% para os visitantes, escondiam um problema evidente: ter a bola não é o mesmo que saber o que fazer com ela.
A segunda parte não trouxe uma transformação imediata. Madueke entrou para o lugar de Eze e teve de jogar pela esquerda, mas o Arsenal continuou sem encontrar soluções claras. Do outro lado, o Forest insistia nas bolas longas para Liam Delap, sem grande sucesso. O avançado até oferecia uma referência na frente, mas faltava-lhe qualidade para transformar esses lançamentos em perigo consistente.
Aos 54 minutos, Murillo conseguiu finalmente o primeiro remate enquadrado do encontro, na sequência de um canto. Mais de uma hora de jogo e o Arsenal continuava sem obrigar o guarda-redes adversário a uma defesa. É demasiado pouco para uma equipa com estas ambições.
Aos 66 minutos, Arteta lançou Timber, Gyökeres e Merino, procurando finalmente mexer com o jogo. Cinco minutos depois, Timber chegou à linha de fundo pela direita e encontrou Rice com espaço na área, mas o remate saiu muito por cima. Foi a primeira oportunidade verdadeiramente interessante do Arsenal em jogo corrido.
O golo acabou por chegar aos 80 minutos, quase como um alívio. Madueke recebeu pela esquerda, puxou para dentro e rematou. A bola desviou num defesa e traiu o guarda-redes, colocando o Arsenal em vantagem. Não foi uma jogada brilhante, mas, naquela altura, ninguém em Londres iria reclamar da forma.
O Forest ainda tentou reagir, mas Rice travou uma possível ocasião de Chris Wood aos 89 minutos.
Pós-jogo
O Arsenal cumpriu o mínimo e levou os três pontos. Porém, vencer não apaga tudo: uma equipa que quer acompanhar o City tem de mostrar muito mais do que isto.


