Grécia 0 – 0 Alemanha | Análise

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Neste Grécia vs Alemanha analiso os principais momentos táticos, desempenhos individuais e pontos de viragem da partida.

Era a repetição do primeiro duelo entre Grécia e Alemanha, mas desta vez em solo grego. A seleção da casa chegava como uma das surpresas desta Nations League, com vitórias sobre Alemanha e Sérvia e um empate com os Países Baixos. Do outro lado, a Alemanha de Klopp vinha finalmente de uma vitória, mas o 2-0 sobre a Sérvia podia perfeitamente ter sido um 5-0 ou 6-0. O problema continuava a ser o mesmo: criar é uma coisa, converter é outra.

Wirtz era hoje o capitão da Alemanha. Foii a Grécia que criou o primeiro perigo, logo aos 2′, com Masouras a ganhar no ar dentro da pequena área. Urbig respondeu muito bem. Depois disso, a Alemanha começou a mandar no jogo. Wirtz ia deixando pequenos sinais da sua qualidade no espaço curto e, aos 22′, Scherhant obrigou Tzolakis a uma bela defesa.

A Grécia defendia como uma verdadeira muralha. Aos 32′, parecia finalmente ter chegado o golo alemão: Scherhant cruzou rasteiro e Burkardt apareceu entre os dois centrais para finalizar. Seria o seu primeiro golo oficial pela seleção. Só que o VAR encontrou um toque de mão de Bischof no início da jogada e o golo foi anulado.

E aqui, sinceramente, acho a decisão ridícula. A bola bate no braço, sim, mas é daqueles casos em que o toque não muda absolutamente nada na jogada. Não altera a trajetória, não cria vantagem e não parece ter qualquer influência no golo. Mas a regra é a regra e a Alemanha ficou sem o 1-0.

Ao intervalo, a diferença era enorme: 74% de posse para a Alemanha, 13 remates contra 1 e 0.59 de xG contra 0.14. Tzolakis tinha mais toques do que praticamente toda a equipa grega, atrás de nove alemães. Era uma muralha.

Só que a segunda parte foi diferente. A Grécia rematou duas vezes num único minuto, mais do que em toda a primeira parte, e começou a subir. A Alemanha continuava com bola, mas tinha dificuldade em transformar esse domínio em perigo. Aos 65′, Scherhant teve uma boa oportunidade e atirou ao lado. Pouco depois, Masouras apareceu sozinho ao segundo poste e cabeceou perto da baliza.

O jogo, entretanto, não estava a ser um grande espetáculo. Não era propriamente um jogo morto, mas faltavam aqueles momentos que fazem uma partida prender. E a Grécia começou a conseguir algo curioso: aos 77′, tinha 0.72 de xG contra 0.89 da Alemanha. Mesmo com muito menos bola, estava praticamente ao mesmo nível em perigo criado.

Aos 78′, Mavropanos saiu e não percebi a substituição. Estava impecável, era fortíssimo no jogo aéreo e saiu claramente sem perceber o motivo. A própria reação dele dizia tudo.

Até ao fim, a Alemanha continuou a procurar o golo. Aos 86′, Wirtz cruzou, Woltemade não chegou e Treu ficou com uma boa oportunidade, mas também não aproveitou. E assim terminou.

Pós-jogo

O 0-0 deixa uma conclusão clara: a Alemanha evoluiu, mas ainda tem muito trabalho pela frente. Ter 74% de posse e 13 remates na primeira parte é bonito, mas se não transformas isso em golos, pouco vale. Na segunda parte, a Grécia até conseguiu ser mais perigosa. Klopp precisa de resolver precisamente isso.

Estatísticas no final do jogo

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