PSG 1 (4) – (3) 1 Arsenal | Análise

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Neste PSG vs Arsenal analiso os principais momentos táticos, desempenhos individuais e pontos de viragem da partida.

Final de Champions, duas ideias muito claras frente a frente. O PSG com bola, com fluidez, a tentar empurrar o jogo para um ritmo mais alto. O Arsenal confortável sem bola, compacto, à espera do erro. E o jogo começou exatamente como o Arsenal queria.

Logo aos 5’, o primeiro grande momento. Marquinhos tenta aliviar, mas acerta em Trossard e a bola sobra para Havertz. E aqui há mérito total do alemão: conduz com espaço, entra na área, ignora a linha de passe para Saka e decide ele próprio. Remate forte, alto, no ângulo mais próximo. Um grande golo, mas que nasce de um lance completamente caótico. 0-1.

E com isso, o cenário perfeito para o Arsenal. Bloco baixo, linhas juntas, jogo controlado sem bola. O PSG assume tudo: posse, território, iniciativa. Mas uma coisa é ter bola, outra é saber o que fazer com ela.

Durante toda a primeira parte, o PSG teve controlo, mas quase nunca teve perigo. Muito passe, muita circulação, mas sempre à frente de uma muralha. Gabriel Magalhães foi gigante, sempre bem posicionado, a cortar tudo o que aparecia. O Arsenal não queria jogar, queria sobreviver. E estava a conseguir. Do outro lado, ofensivamente, quase não existia. Quando recuperava, perdia rápido. Não conseguia sair da pressão do PSG. Mas também não precisava muito mais do que isso. Estava a ganhar.

O PSG só ameaçou verdadeiramente perto do intervalo. Aos 43’, Nuno Mendes ganha pela esquerda, vai à linha e cruza, Hincapié corta, mas a bola sobra para Fabián Ruiz que cabeceia com intenção. E pouco depois, Dembélé tenta de fora, mas sem direção. Muito pouco para quem teve tanta bola.

A segunda parte começa com o mesmo padrão, mas com o PSG a aumentar ainda mais a pressão.

E aos 62’, finalmente, o momento que muda tudo. Boa combinação pela esquerda, Kvaratskhelia recebe e é derrubado por Mosquera dentro da área. Pénalti claro. Aos 65’, Dembélé assume. Frente a Raya, não treme. Remate colocado, empate na final. 1-1. E aqui o jogo abre ligeiramente, porque o Arsenal perde o conforto do resultado. O PSG ganha ainda mais confiança e espaço. O Arsenal tenta responder, mas já não está tão protegido emocionalmente.

Aos 77’, quase a reviravolta. Contra-ataque rápido, Kvaratskhelia conduz, entra na área já com pouco espaço, remata, a bola desvia em Lewis-Skelly, bate no poste e sai. Foi o momento mais próximo da vitória no tempo regulamentar.

Até ao fim, o jogo vive de momentos. Raya aparece muito bem, a negar Barcola com uma saída perfeita. E já nos descontos, Barcola volta a ter espaço em transição, mas decide mal.

Prolongamento mais tático do que jogado. Cansaço, medo de errar, equipas mais preocupadas em não perder do que em ganhar. O PSG com mais bola, o Arsenal mais fechado.

E no fim, tudo decidido nos penáltis. Gabriel Magalhães falha o seu pénalti, o quinto, e o PSG é campeão da Champions League. Fazem o back to back e ganham a sua segunda Champions.

Pós-jogo

Final muito tática, onde o Arsenal executou quase na perfeição o seu plano defensivo durante muito tempo, mas acabou por ceder no momento-chave. Nos penáltis, mais eficácia do PSG e erro fatal de Gabriel Magalhães.
O PSG confirma o estatuto e vence a segunda Champions seguida.

Estatísticas no final do jogo

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