· 2 min de leituraNeste Real Madrid vs Sevilla analiso os principais momentos táticos, desempenhos individuais e pontos de viragem da partida.
O Real Madrid chegava à nona jornada sob pressão. Com o Barcelona a atravessar um grande momento, perder mais pontos começava a ser um luxo que os madrilenos não podiam ter. A equipa de Mourinho continuava a deixar dúvidas, sobretudo na construção do meio-campo, e a ausência de Vinícius abria espaço para Endrick, titular pela primeira vez depois de salvar a equipa frente à Roma.
Do outro lado, o Sevilla queria continuar a crescer e aproximar-se dos lugares europeus.
Mourinho mexeu nas peças: Valverde passou para lateral direito, Güler foi colocado no meio-campo e Endrick ocupou a direita, com Mbappé na frente. A mudança fez sentido, sobretudo pela influência que Güler ganhou no jogo.
O Real começou melhor, embora o Sevilla também ameaçasse. Aos 17 minutos, um remate perigoso de Valverde só não entrou porque Mbappé se atravessou no caminho. Pouco depois, surgiu um contra-ataque de Diomandé, mas o extremo voltou a falhar na decisão final.
Aos 22 minutos, houve uma confusão entre os jogadores depois de Güler atingir Peque Fernández com uma cotovelada. Na minha opinião, era lance para vermelho. O árbitro não viu, mas o VAR tinha obrigação de intervir. Güler nem amarelo recebeu, uma decisão difícil de compreender.
O jogo desbloqueou aos 30 minutos. Bellingham encontrou Diomandé na esquerda, o extremo conduziu e tocou para trás, onde Güler apareceu sem oposição à entrada da área. O remate saiu colocado, praticamente no ângulo, e Vlachodimos não teve hipótese. Um golaço. O Real estava na frente e, oito minutos depois, voltou a marcar. Mbappé recebeu de calcanhar, rodou com enorme qualidade, ultrapassou o guarda-redes e finalizou com o pé esquerdo. Frieza, técnica e uma execução fantástica.
O francês podia ter feito mais cedo, mas até aí tinha estado pouco inspirado, chegando mesmo a bloquear um remate de Valverde. Endrick também não aproveitou a titularidade: aos 42 minutos, tinha apenas 13 toques na bola. O Sevilla ainda obrigou Courtois a uma boa defesa nos descontos, num remate rasteiro de Agoumé, mas o Real justificava a vantagem.
Na segunda parte, Diomandé continuou a criar problemas a Juan Iglesias, embora insistisse em desperdiçar as boas situações que construía. Faltava-lhe acertar no último passe ou no remate. Aos 61 minutos, o extremo encontrou Mbappé na profundidade e o avançado sofreu penálti. Na conversão, escolheu uma panenka pelo meio da baliza. Vlachodimos ficou de joelhos e Mbappé assinou o segundo golo da noite.
Endrick saiu aos 69 minutos sem deixar grande marca. A mudança de Valverde para o corredor direito e a entrada de Güler no meio tinham dado outra dinâmica à equipa. Esperemos que Mourinho não volte a insistir na dupla Valverde-Tchouaméni, porque o meio-campo mostrou-se mais funcional com esta nova distribuição.
O Sevilla ainda reduziu aos 80 minutos, aproveitando uma perda de bola de Mbappé perto da área madrilena. Manu Bueno conduziu e rematou rasteiro para o poste mais distante. A resposta foi imediata: dois minutos depois, Diomandé recebeu na esquerda e disparou ao ângulo do poste mais próximo. Um golaço para fechar uma noite em que o Real marcou quatro vezes, sempre com finalizações de enorme qualidade.
E o regresso de Militão, após seis meses de ausência, foi outra boa notícia numa noite que Mourinho precisava mesmo de ter.
Pós-jogo
A vitória era fundamental e o Real cumpriu. Há problemas por resolver, mas esta exibição deixou sinais positivos.


