Tottenham 3 – 1 Coventry | Análise

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Neste Tottenham vs Coventry analiso os principais momentos táticos, desempenhos individuais e pontos de viragem da partida.

O Tottenham chegava à sétima jornada ainda sem vencer na Premier League. Três empates, três derrotas e uma situação que começava a ficar preocupante. Ainda assim, havia sinais de evolução no futebol de De Zerbi, e o Coventry, apesar de vir da segunda divisão, também não era propriamente um adversário fácil. Depois de perder os primeiros quatro jogos, a equipa de Frank Lampard tinha vencido os dois seguintes, incluindo um expressivo 4-1 frente ao Newcastle.

A grande notícia para os londrinos era James Maddison, titular pela primeira vez em 17 meses. E percebeu-se rapidamente o que tinha feito falta. De Zerbi montou uma equipa com três centrais, mas foi a criatividade de Maddison que desbloqueou o encontro.

Aos 14 minutos, Kudus deixou o adversário para trás com um belo drible da vaca, entrou para dentro e encontrou o médio à entrada da área. Maddison ajeitou e rematou em arco, junto ao poste mais distante. Um golaço. O primeiro remate enquadrado do Tottenham e já estava feito o 1-0.

O problema é que, tirando esse momento de inspiração, pouco aconteceu. O Tottenham tinha a bola, chegou a ultrapassar os 70% de posse, mas não conseguia criar perigo consistente. O Coventry, mais compacto e confortável a defender em bloco baixo, até parecia mais ameaçador quando conseguia sair. Aos 39 minutos, Solanke teve uma boa oportunidade depois de um passe de Tonali, mas demorou demasiado a decidir e rematou muito por cima.

Ao intervalo, havia apenas um remate enquadrado, precisamente o golo de Maddison. Uma primeira parte pobre, salva por um jogador que fez a diferença quase sozinho.

O Tottenham precisava de controlar melhor o jogo, mas acabou por oferecer o empate.

Aos 49 minutos, um erro de Van Hecke permitiu ao Coventry lançar um contra-ataque. Rudoni combinou com um colega dentro da área, recebeu de volta e rematou sem grande força. Kinský deixou a bola passar por baixo da mão e para dentro da baliza. Um golo caótico, com responsabilidades evidentes do guarda-redes, mas que premiava a insistência dos visitantes. Tal como o Tottenham, o Coventry marcou no primeiro remate enquadrado.

A resposta chegou aos 58 minutos. Robertson encontrou Marmoush fora da área e o avançado colocou a bola junto ao poste mais distante, com um remate de grande qualidade. O Coventry reclamou falta sobre Milan van Ewijk no início do lance, mas o golo foi validado. O Tottenham recuperava a vantagem e, desta vez, com mérito na execução.

Maddison saiu aos 69 minutos, depois de uma exibição fundamental para a construção ofensiva. A equipa perdeu criatividade e o Coventry começou a crescer, empurrando os londrinos para trás.

De Zerbi reorganizou a defesa, mas a sensação era de que o Tottenham estava mais preocupado em gerir a vantagem do que em procurar o terceiro. Do outro lado, faltava qualidade para transformar a posse em oportunidades claras. Cruzamentos sem grande critério não iam resolver o problema.

Aos 86 minutos, o estádio recebeu outra boa notícia: Kulusevski voltou à competição após 17 meses e meio lesionado. Ainda parecia algo preso nos movimentos, mas o regresso, por si só, já era importante.

O alívio definitivo chegou aos 90+6 minutos. Tel cruzou pela esquerda, Solanke conseguiu segurar a bola e deixou-a para Ben Davies, que rematou de trivela. O disparo saiu rasteiro e Rushworth deixou-o passar por baixo do braço. Um frango que acabou com qualquer esperança do Coventry.

Pós-jogo

O Tottenham conseguiu finalmente a primeira vitória no campeonato. Maddison mostrou o que pode acrescentar, mas a equipa continua a precisar de muito mais consistência. Os três pontos sabem bem. A exibição, nem tanto.

Estatísticas no final do jogo

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