Tottenham 1 – 1 Leeds | Análise

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Neste Tottenham vs Leeds analiso os principais momentos táticos, desempenhos individuais e pontos de viragem da partida.

Há jogos em que a pressão pesa mais do que o futebol, e este foi um deles para o Tottenham.

Entrada com bola, com intenção, com mais posse. O Tottenham tenta assumir, tenta empurrar o Leeds, mas rapidamente se percebe um problema: muito volume, pouca eficácia. A bola circula, chegam cruzamentos, aparecem cantos, mas perigo real, quase nenhum. O Leeds, confortável no seu bloco, vai defendendo bem. Linha de cinco, organização, paciência. E quando recupera, tenta sair rápido. Nem sempre bem, mas com ideia.

Aos 21’, o primeiro grande aviso. Joe Rodon sobe bem no canto e cabeceia forte, mas Kinský responde com uma defesa incrível em cima da linha. Um momento que podia mudar o jogo, mas não mudou.

E isso resume muito da primeira parte. O Tottenham tem mais bola, mais presença, mas não tem criatividade suficiente para desmontar. Richarlison aparece algumas vezes, mas decide mal. Num lance dentro da área, remata fraco. Noutro, completamente solto, faz um remate sem qualidade. Tel ainda tenta algo diferente, com dribles, com condução pelo lado esquerdo, mas tudo acaba sempre bloqueado ou mal finalizado.

Do outro lado, o Leeds vai ganhando confiança. Não domina, mas começa a equilibrar. Há um lance com Calvert-Lewin, já perto do intervalo, que até podia dar penálti, mas o fora de jogo corta tudo por muito pouco.

E ao intervalo, a sensação é clara: o Tottenham quer, mas não consegue. A segunda parte começa e finalmente há algo diferente.

Aos 50’, canto, bola afastada, sobra para Tel fora da área. Sem pressão, ajeita e bate colocado, em arco, diretamente para o ângulo mais afastado. Um grande golo. 1-0. Explosão de alívio. Um daqueles momentos que desbloqueiam jogos.

E aí, esperava-se um Tottenham mais solto, mais confiante, mas não foi isso que aconteceu. O Leeds reage bem. Sobe linhas, começa a ter mais bola, mais presença e o Tottenham volta a cair num jogo mais passivo, mais reativo.

Depois vem o momento decisivo. Aos 69’, bola na área, Tel tenta aliviar, mas inventa. Tenta uma bicicleta desnecessária e acerta na cara de Ampadu. Penálti claro. Decisão correta. Aos 74’, Calvert-Lewin assume. Remate forte, bem colocado, sem hipótese para Kinský. 1-1. E tudo volta ao início, mas agora com um Tottenham mais pressionado.

O mais surpreendente é a reação. Ou melhor, a falta dela. O Tottenham não consegue criar. Não há ideias, não há ligações, não há presença constante na área. O Leeds, pelo contrário, cresce. Acredita. E até fica mais perto de ganhar.

Já nos descontos, com uns impressionantes 13 minutos, o jogo abre completamente. Aos 90+8’, Longstaff aparece na área, remata com força e Kinský faz uma defesa absurda, a bola ainda bate no travessão. Logo a seguir, o próprio Longstaff volta a falhar de forma inacreditável, sem sequer acertar na baliza.

O Tottenham ainda tenta pressionar no fim, pede penálti num lance já no limite… mas a decisão é correta: corte limpo.

E assim termina. Um jogo onde o Tottenham até começou melhor, mas nunca soube controlar emocionalmente depois de estar em vantagem.

Pós-jogo

Empate que sabe a pouco para o Tottenham e que podia ter sido pior. A luta pela permanência continua totalmente aberta.

Estatísticas no final do jogo

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