· 2 min de leituraNeste Toulouse vs Lille analiso os principais momentos táticos, desempenhos individuais e pontos de viragem da partida.
O Toulouse entrou com energia máxima e, durante grande parte do jogo, parecia ter tudo para vencer o jogo. O Lille, com Davide Ancelotti no comando, tinha mais qualidade no papel, mas em campo passou muito tempo a sofrer.
Logo no início, Cásseres acertou no travessão com um remate de fora da área que seria um golaço, enquanto Özer teve de fazer duas defesas em poucos segundos. O ritmo era frenético e o Toulouse percebeu rapidamente que havia espaço para atacar.
O Lille tinha mais bola, mas pouco fazia com ela. Trocava passes entre os centrais, avançava pouco e tinha enormes dificuldades para criar. Giroud, aos 39 anos, ainda fazia um bom trabalho como pivô, recebendo de costas e soltando rapidamente, mas estava demasiado isolado.
Do outro lado, o Toulouse acumulava oportunidades. Hidalgo obrigou Özer a uma bela defesa, Russell-Rowe também esteve perto e, num canto, Hidalgo voltou a rematar com muita força, mas diretamente para o guarda-redes. O Toulouse já devia estar a ganhar. As estatísticas eram quase absurdas: 16 remates, oito enquadrados e 2.06 de xG contra apenas 0.28 do Lille.
Na segunda parte, a história não mudou. O Toulouse continuava por cima, chegando aos 70% de posse, enquanto o Lille parecia cada vez mais interessado em sobreviver. A saída de Giroud e a entrada de Ayase Ueda mudaram um pouco a forma de atacar, com o japonês a dar mais velocidade às bolas lançadas para a frente, mas ofensivamente o Lille continuava quase inexistente.
E então aconteceu aquilo que o futebol tantas vezes faz. Aos 70’, Restes lesionou-se e teve de sair. Entrou Mathys Niflore, guarda-redes de apenas 19 anos, para a estreia na Ligue 1. Três minutos depois, estava a sofrer um golo.
Um cruzamento rasteiro apareceu na área e Ueda tentou finalizar. Niflore parecia ter tudo controlado, mas não conseguiu agarrar a bola, deixou-a escapar e Ueda aproveitou o presente para empurrar para dentro. 0-1. Estreia de sonho para o avançado, pesadelo imediato para o jovem guarda-redes.
O Toulouse ainda teve a oportunidade perfeita para responder. Jørgensen apareceu isolado, viu o guarda-redes sair e tentou fazer uma cavada, mas mandou por cima. Não pode falhar isto. Era o empate.
A partir daí, foi tudo Toulouse, mas a bola simplesmente não queria entrar. Aos 83’, já eram 3.26 de xG sem qualquer golo. Jørgensen ainda voltou a ter uma boa situação perto do fim, mas preferiu passar e perdeu a oportunidade.
Pós-jogo
O Lille vence 1-0 num daqueles jogos em que parece impossível explicar o resultado. O Toulouse foi claramente melhor, criou muito mais e merecia ganhar, mas falhou tudo o que podia falhar. O Lille foi praticamente inexistente durante largos períodos e acabou por sair com três pontos graças a um golo oferecido pelo guarda-redes que tinha acabado de entrar.


