PSG 2 – 1 Aston Villa | Análise

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Neste PSG vs Aston Villa analiso os principais momentos táticos, desempenhos individuais e pontos de viragem da partida.

A nova temporada começa e, com ela, chega o primeiro troféu europeu para decidir quem arranca o ano da melhor forma. De um lado estava o PSG, bicampeão europeu e dono de um dos plantéis mais fortes do mundo. Do outro, um Aston Villa que surpreendeu muita gente na última temporada e que chegava a esta final da UEFA Super Cup sabendo que, nesta fase da época, a diferença entre os dois clubes podia não ser tão grande como parece no papel.

O início do jogo confirmou exatamente isso. O PSG monopolizou a posse de bola desde cedo e, aos 15 minutos, já rondava os 70%. O problema era transformar esse domínio em oportunidades realmente perigosas. O Aston Villa aceitava ter menos bola e tentava responder através da transição rápida e da força física da dupla ofensiva.

Um dos nomes que mais chamou a atenção foi Brian Madjo. Aos 17 anos e com 1,93 m, o jovem avançado do Villa lembra realmente um Lukaku mais novo. Ainda está longe de ser um jogador completo, principalmente a nível técnico, mas fisicamente é impressionante.

Aos 20 minutos surgiu o primeiro golo da partida. O PSG recuperou a bola muito perto da área adversária, acumulou jogadores na zona ofensiva e aproveitou a pressão alta para criar o lance. Doué encontrou Kvaratskhelia, que recebeu dentro da área, puxou para dentro com potência e surpreendeu Bizot. O georgiano já tinha obrigado o guarda-redes a uma defesa momentos antes e acabou por ser recompensado. O PSG fazia o 1-0 e dava a sensação de que o jogo podia começar a fugir ao Aston Villa.

Só que o Villa cresceu. Continuou a sofrer com a posse de bola do adversário, mas encontrou uma arma muito clara: o jogo aéreo. Primeiro, Madjo apareceu perto do poste. Depois, Hemmings criou perigo através da força física. Aos 41 minutos, Madjo teve uma oportunidade enorme dentro da pequena área e desperdiçou.

Aos 45 minutos, cruzamento de McGinn, duelo físico entre Madjo e Pacho e, mais uma vez, o avançado levou a melhor. Aguentou o contacto, esticou a perna e empatou a partida. O 1-1 fazia justiça ao crescimento do Aston Villa nos minutos finais da primeira parte e mostrava algo raro: Pacho estava a ter muitas dificuldades para controlar um adversário.

No intervalo entrou Dembélé e o PSG ganhou imediatamente mais mobilidade no ataque. Ainda assim, o Aston Villa continuava vivo e até criou uma boa oportunidade aos 50 minutos, obrigando Safonov a uma excelente defesa.

O momento decisivo apareceu aos 61 minutos. Dembélé encontrou Doué na profundidade e, durante alguns segundos, pareceu que o francês estava claramente fora de jogo. O problema para o Aston Villa chamou-se Matty Cash. O lateral posicionou-se mal, deixou o adversário em jogo e transformou um possível fora de jogo num golo válido. Doué entrou sozinho na área, rematou e fez o 2-1.

A partir daí, o Aston Villa tentou reagir. Hemmings voltou a criar perigo e, aos 73 minutos, João Gomes esteve muito perto do empate, mas Zaïre-Emery apareceu com um corte absolutamente decisivo.

Nos minutos finais, o Villa ainda tentou empurrar o PSG para trás, mas a equipa francesa conseguiu controlar melhor o ritmo, afastou o perigo sempre que foi necessário e segurou a vantagem até ao apito final.

Pós-jogo

O resultado acaba por ser justo, mas o Aston Villa deixou uma imagem bastante melhor do que muitos esperavam. O PSG teve mais posse, mais controlo e mais qualidade individual, mas não dominou a partida da forma habitual.

Estatísticas no final do jogo

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